| TEXT VERSION: 1.0 TRANSLATION: ---- PHOTOS: BRUNO, S.F. 2006 EDITOR: BRUNO, S.F. | PICA-PAU-DO-CAMPO Possuindo 32 cm, essa espécie é facilmente identificável por conta da sua coloração; tem os lados da cabeça e do pescoço amarelos, assim como o peito¹, o alto da cabeça e a nuca são negros, da mesma forma que o bico e os tarsos³, manto e barriga barrados e o baixo dorso é visivelmente branco ao vôo¹.  Pousa nas árvores como as demais espécies da sua família5, mas procura seu alimento (formigas e cupins) principalmente no solo e entre pedras e galhos¹ escavando com o bico como se fosse uma árvore. Ocasionalmente, apanha outros insetos também. Pousa nos cupinzeiros apoiando a cauda. Entretanto, pousa em galhos, moirões de cerca ou fios sem apoiar a cauda, diferentemente dos outros pica-paus5. Ao se deslocar, muitas vezes em bando, voa em linha ondulante4. À frente do parceiro batem as asas várias vezes a curtos intervalos, logo após o casal grita junto.¹ Nidifica em cavidades em árvores, barrancos ou cupinzeiros², onde escava uma pequena galeria de 50 a 60 cm de profundidade³ cuja entrada é característica: redonda, próxima ao topo ou no terço superior do ninho5, correspondendo exatamente ao tamanho do seu corpo, excluindo a entrada de aves e predadores maiores.¹ Põe de 4 a 5 ovos brancos, límpidos e brilhantes. Os filhotes nascem nus e cegos e são alimentados com bolas de insetos conglomerados¹ e larvas de cupim³, regurgitadas pelos pais¹. Sua voz, bem variada e forte³, serve para a marcação territorial, e como meio de comunicação entre o macho e a fêmea, tal como o tamborilar nesta família. Este pode, até substituir o canto estando, os dois, ligados à quadra reprodutiva e, portanto, sendo executados apenas periodicamente¹. Vive em casais ou pequenos grupos5, habitando regiões campestres de altitude ou campos de baixadas e pastagens.³ Dessa forma, sua área de distribuição vem aumentando, acompanhando a derrubada das florestas e a formação de novos pastos e rodovias4. Pode ser visto, atualmente, do Nordeste do país ao Rio Grande do Sul e também nos campos do baixo Amazonas³. | TAXONOMY Kingdom: ANIMALIA Phylum: CHORDATAClass: AVES Order: PICIFORMESFamily: PICIDAE Genus: ColaptesSpecies: Colaptes campestris Authority: Vieillot, 1818 | |
| | Literature: 1 – SICK, H. 1984. Ornitologia Brasileira. Brasília: Editora Universidade de Brasília. 827 p. 2 – DEVELEY, P. F. 2004. Aves da Grande São Paulo: guia de campo. São Paulo: Aves e Fotos Editora. 295 p. 3 – ANDRADE, M.A.1992. Aves Silvestres: Minas Gerais. Belo Horizonte: Conselho Internacional para a Preservação das Aves, 176 p. 4 – WEINBERG, L. F. 1992. Observando Aves no Estado do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Conselho Internacional para a Preservação das Aves, 122 p. 5 – ANTAS, P. T. Z. 2004. Pantanal: Guia de Aves. Rio de Janeiro: SESC, Departamento Nacional, 246 p. | | |